Acabei de Ler #15

SUPERMAN #19

O grande segredo do Homem de Aço foi revelado ao público, adeus identidade secreta. E agora? As complicações virão, obviamente, mas sendo bem fiel ao que o Superman representa, temos aqui uma história sobre o quanto a verdade é libertadora. Não é a toa que, enquanto os outros personagens conversam e analisam as complicações possíveis, Clark Kent está em silêncio e… sorrindo. Uma das propostas dessa nova fase é essa, ver o maior super-herói de todos finalmente livre de sua maior “falha”: a mentira. De forma sutil, Brian Bendis e Ivan Reis apresentam o Superman vivendo sem o fardo de enganar a todos ao seu redor, escondendo que também é Clark Kent. Claro que surgirão problemas, afinal, sem eles, as histórias não teriam conflito. Mas esse momento por si só tornou-se histórico para o personagem. Superman/Clark Kent está livre.

GUARDIANS OF THE GALAXY #1

Oi, tudo bom? Tava mesmo querendo falar contigo, te mostrar um negócio legal. Pra passar o tempo, divertir, fazer você querer continuar e ver o que acontece a seguir. Gibi de super-herói. Já leu algum? Se já leu e gostou, dá uma chance pra esse, tem tudo que funciona neles. Nunca leu? Comece com esse. Certeza que tu vai gostar. A história é boa demais. E os desenhos… Coisa fina, de qualidade mesmo. Lê e depois me diz o que achou.

ATLANTIS ATTACKS #1

A Marvel continua seu esforço recente para dar visibilidade e relevância aos seus personagens asiáticos, agora com um evento próprio. Greg Pak puxa a sardinha pros seus Agents of Atlas, que se tornam a primeira linha de defesa contra mais um labafero envolvendo Namor e seus súditos atlantes. A trama se divide entre o impacto causado pela equipe asiática no cenário geopolítico e a continuação das hostilidades atlantes iniciadas por Namor na mensal dos Vingadores. Ao final desse primeiro capítulo, o retorno dos Agentes originais só aumenta as possibilidades para uma saga ao menos divertida. Um gibi esquecível, mas que não ofende.

EXCALIBUR #6

Se as primeiras três edições dessa mensal foram desinteressantes e até mesmo inúteis para a fase “Dawn of X” como um todo, as três últimas compensaram totalmente acompanhar as aventuras de Betsy, Apocalipse e seus agregados. Tudo realmente funcionou e se encaixou com elegância, tanto com as décadas de histórias da família Braddock (Jamie finalmente terá um uso além das aparições eventuais de praxe), quanto com o que seria de se esperar de um manipulador-mor como Apocalipse (muito melhor assim do que como vilão gargalhante histérico) e, ao final, servindo perfeitamente ao panorama geral mutante idealizado por Jonathan Hickman. O novo status de Jamie obviamente servirá como recurso importante para os inevitáveis esquemas de Apocalipse, um provável conflito interno ocorrerá entre os membros do Excalibur quando um desses esquemas se tornar realidade, com Rictor claramente em dúvida de que lado ficar e talvez Jubileu entre no embalo. A arte de Marcus To está no mesmo nível dos artistas Larraz e Silva em House of X e Powers of X, sem exagero. E Tini Howard vem se consolidando como uma competente roteirista de superequipes, com essa mensal e Strikeforce, mais puxada pra franquia dos Vingadores. Expectativa pro segundo arco de Excalibur agora está em alta.

MARAUDERS #6

Em tempos de mata e ressuscita sem impedimentos na franquia mutante, é difícil colocar um personagem em perigo de morte sem parecer chato, desimportante ou ridículo. Mas Gerry Duggan tem as manhas e essa edição conseguiu sacramentar isso. Além de vermos mais um passo no jogo de intrigas feito por Sebastian Shaw, esse capítulo da saga de Kate Pryde e seus marujos mutunas trouxe também as maquinações do antigo Clubinho do Inferno e, o mais legal da história, uma situação em que realmente foi possível se importar com uma personagem em risco, a maneira como o roteiro conduziu a sequencia capturou a atenção, criou empatia e, ao final, surpreendeu genuinamente com o gancho brutal. Claro que a personagem não vai morrer. Mas a história transmitiu com perfeição a angústia e desespero dela, a eminência da fatalidade, além de concluir com um golpe de misericórdia na esperança do leitor. A arte poderia ser muito melhor, ou talvez mais adequada caso o estilo não fosse tão cartunesco. Mesmo assim, mais uma ótima edição na melhor série da fase “Dawn of X”.


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