Gibis que precisam ser publicados no Brasil: Huck

Huck, uma das últimas (acho que a última) empreitadas do Mark Millar com o mito do Super-Homem, começou a ser lançada, lá fora, no final de 2015. Quase dois anos, então, já estamos na época certa (segundo meus cálculos, é o tempo médio que uma obra do autor demora a sair aqui: após dois anos da publicação original). E por que essa deveria sair por aqui?

Primeiro, porque acho que Millar vende e tem seu público cativo aqui (praticamente tudo do autor já saiu no Brasil, independente da demora). Segundo, que pode-se aproveitar o hype em cima da sua parceria com a Netflix. Terceiro, tem os desenhos do brasileiro Rafael Albuquerque. Fora nosso ufanismo de momento, Rafael simplesmente destruiu em Huck. Falei isso no primeiro (sim, virão outros) 7 Jagunços dedicado ao Millar: pra mim, é seu melhor trabalho. Tem umas cenas de ação que são lindas. As imagens dessa postagem que não me deixem mentir.

Além disso, conforme comentei no mesmo episódio mencionado acima, essa é a melhor “encarnação” do Super-Homem feita pelo Mark Millar, nessa tara infinita pelo maior personagem dos quadrinhos norte-americanos. Reza a lenda (e o próprio autor), que a inspiração para esse quadrinho veio após ter assistido Homem de Aço nos cinemas. Aquele não era o Super-Homem e Millar se incomodou também com toda a carga negativa (e escura) que vinha assombrando boa parte das adaptações cinematográficas, desde o primeiro X-Men.

Então, sim, Huck é um gibi que pegou toda a essência humana do Super-Homem, toda aquela bondade e determinação inabalável em fazer o bem, provavelmente seu maior poder. Huck (o protagonista; o origem do nome você vai entender quando ler a história) é exatamente isso: alguém que faz o bem, sem olhar a quem.

É o tipo de obra que você pega pra ler quando se sente pra baixo, meio mal. Huck fará isso com você: te deixará mais leve, mais feliz, vai te por pra cima. Você já sabe que o final aqui é feliz, mas isso não importa. A viagem, o caminho até esse final, é que constitui a parte boa da viagem, que te fará sorrir de orelha a orelha ao longo das páginas.


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