Acabei de Ler #21

TOM STRONG E O PLANETA DO PERIGO

De Peter Hogan, Chris Sprouse e Karl Story. Conclusão das histórias do Tom Strong, mais uma criação do mago Alan Moore pro antigo selo dele ABC, que foi incorporado pela DC quando a Wildstorm foi comprada. Ele é o máximo dos Heróis Científicos criados pelo Moore. Ele foi criado levando em conta aqueles heróis meio pulps, como Flash Gordon. Essa é uma minissérie, lançada depois do final da série principal, e não foi escrita pelo Moore. A história é bem bobinha. A filha do Tom está grávida e acaba passando por alguns problemas na gestação. A única coisa que pode salvá-la é uma substância que a contraparte do Tom, o Tom Strange, usa na Terra Obscura. Por isso ele vai até lá pra conseguir. Só que chegando lá ele se depara com um mundo em colapso por causa de um vírus (sim, bem adequado pros dias atuais) e não pode voltar até que encontrem uma cura e ele tenha certeza de que não vai levar o vírus pra Terra. Os desenhos do Chris Sprouse são lindos e combina direitinho com o estilo de história, afinal, ele é um dos criadores do personagem.

COLEÇÃO DE GRAPHIC NOVELS DC COMICS VOL. 60 – FLASH: PONTO DE IGNIÇÃO

De Geoff Johns e Andy Kubert. História secundária por John Broome e Carmine Infantino. Essa foi a saga que recomeçou o universo DC, gerando os Novos 52. Mesmo como história solta, é uma história fraca. Precisa das histórias paralelas pra fazer sentido. Como uma grande saga que deu um reboot no Universo DC, é pior ainda. Não faz sentido que as viagens no tempo do Flash mudaram tudo. E isso acontece em uma única página, sem explicação nenhuma. Eu gosto de histórias com realidades alternativas e versões diferentes de personagens. Gosto da abordagem do Aquaman e da Mulher-Maravilha aqui, mas nada do restante faz sentido. A maneira que empurram o Cyborg goela abaixo desde aqui é parecido com o que a Marvel tentou fazer com os Inumanos. Apesar de algumas coisas boas nos Novos 52, não valeu a pena toda essa mudança, tanto é que algum tempo depois o Renascimento chegou, pegando boa parte dos elementos pré-Novos 52 e trazendo de volta a cronologia. Na história secundária temos a primeira aparição do Flash Reverso.

NOVOS VINGADORES: UM MUNDO PERFEITO

De Jonathan Hickman, Valerio Schiti e Kev Walker. As incursões continuam e os Illuminati tentam achar uma solução. Todas as alternativas estão se esgotando e o tempo acabando. E eles finalmente terão que tomar a decisão mais difícil da vida deles. Essa fase do Hickman nos Vingadores é muito boa principalmente por causa desse título. A maneira como ele escreve os personagens, principalmente o Namor, é muito boa. Mostra todo o conflito que eles estão passando pela decisão que tem que tomar e a natureza do príncipe submarino. Os desenhos são ótimos, principalmente os do Kev Walker.

ARQUEIRO VERDE: A GUERRA DOS RENEGADOS

De Jeff Lemire, Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo. Essa passagem do Lemire pelo título do Arqueiro Verde é meio esquisita. Ele trouxe vários elementos da série Arrow pro título, mas colocando uma história maior junto. Esses clãs das armas fazem esse papel. É um recurso bem clichê, mas que fez sucesso. Eu achei a história um pouco confusa, e não combina bem com o personagem. Os desenhos do Sorrentino são um caso a parte. Não gosto da narrativa dele, acho muito travada, apesar de que tem algumas sequências bem bonitas nesse encadernado.

ESCALPO: LIVRO UM

De Jason Aaron e R. M. Guéra. Essa talvez seja a obra-prima do Jason Aaron. Escalpo é uma série da Vertigo que conta a história de Dashiel Cavalo Ruim, um índio Lakota que volta pra Reserva Indígena Rosa da Pradaria e começa a trabalhar pra Lincoln Corvo Vermelho, o líder tribal. Essa é a história de uma das regiões mais pobres dos Estados Unidos, onde o índice de desemprego, alcoolismo e drogas é altíssimo. Muita mágoa está em jogo, e Dashiel ainda carrega um segredo com ele. Essa história é bem visceral e crua, e mostra uma realidade pouco vista por qualquer um que não conviva diariamente com ela. A história é crua, e você não consegue parar de ler até devorar todo o encadernado. Os desenhos de R. M. Guéra são impressionantes e deixam o clima da história perfeito.


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