Acabei de Ler #54

3 ESÚS E O TEMPO

De Rodrigo Cândido. O autor adapta pros quadrinhos o conto de Israel Neto, que conta a história de alguns orixás da cultura afro-brasileira: Eleguá, Exú e Legba, que são representações da mesma entidade, mas um é o tempo passado, o outro o presente e o terceiro o futuro. O traço do Cândido é simples, porém adequado pra história. O gibi é bastante colorido, como essa temática deve ser. É uma jornada sobre equilíbrio.

BATMAN: PRELUDE TO KNIGHTFALL

Esse é o primeiro de 9 encadernados que trazem toda a saga “A Queda do Morcego”, que a DC lançou em comemoração aos 25 anos da saga. Nesse primeiro encadernado mostra todo o caminho pra queda. Mostra a origem do Bane, que saiu aqui em uma SuperPowers e com todos os seus vícios ainda é uma história bem divertida. Além disso, mostra que o Batman já estava bem exausto, e o Bane só fez piorar isso. O vilão da vez nessa época era o Máscara Negra, e o Batman está mais obcecado que o costume com o Máscara Negra. Mas além dele aparece pela primeira vez o Ulysses, que depois se tornou um vilão do Robin. Começa aqui também o treinamento do Azrael e também a primeira vez que ele veste o uniforme do Batman, e o Bane já havia percebido que não era o Batman original. Pra essa edição ser perfeita só faltou a minissérie com a origem do Azrael.

FULLMETAL ALCHEMIST VOL. 23

De Hiromu Arakawa. Reta final do mangá. O Coronel Mustang finalmente descobre quem matou o Hughes e está determinado a se vingar. Esse foi um volume cheio de ação. As sequências da luta com o Inveja são sensacionais. Muito dinâmicas. Apesar de ser uma série com uma grande pitada de humor, ele não teve espaço nessa edição. Foi pancadaria do início ao fim. Ansioso pra ver como vai acabar.

FULLMETAL ALCHEMIST VOL. 24

Continua a pancadaria. O pai dos irmãos Elric encontra o homúnculo original e tem mais uma batalha com ele. A batalha no QG central continua, e o King Bradley está de volta. E o Edward encontra o verdadeiro criador dos homúnculos. Ainda ação frenética do começo ao fim. Tudo se encaminhando pro final do mangá.

BLADE – A LÂMINA DO IMORTAL VOL. 13

De Hiroaki Samura. Reta final do mangá. Aqui tem a luta derradeira entra o Shira e o Manji. E o Shira está com o corpo imortal. O xogunato faz mais uma tentativa de acabar com a Ittou-Ryu. Esse volume foi mais fraco. O Samura tem um desenho lindo, mas bem sujo. Algumas cenas ficam confusas. Além do mais, a história fica confusa também. Ele muda de foco entre os capítulos de maneira muito rápida. Mas faltam apenas dois volumes e quero muito ver como acaba.

SANDMAN EDIÇÃO ESPECIAL 30 ANOS VOL. 1 – PRELÚDIOS & NOTURNOS

De Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III. Mais uma edição de Sandman, dessa vez num formato menos luxuoso, o que é de certa maneira até surpreendente. Mas como a Panini já havia publicado Sandman Definitivo, só faltava publicar assim e em fascículos. Ainda bem que optou por essa edição de capa cartão. Mas obviamente, não sem problemas. Essa foi a edição que veio com um balão em branco e os leitores brasileiros foram reclamar com o próprio Gaiman, o que fez a Panini realizar um recall das suas edições. Essa também veio com a nova tradução do Jotapê, que tenta manter o jogo de palavras com o nome dos Perpétuos sempre iniciando com a letra D. Morte vira Desencarnação e Sonho vira Devaneio. Isso é uma bizarrice por si só, tanto que o próprio Jotapê coloca um Morte depois de Desencarnação e Sonho depois de Devaneio, e no resto do encadernado continua chamando de Morte e Sonho. A história em si não tem muito o que falar. É sensacional. Nessa era proto-Vertigo ainda tinha uma certa integração com o universo DC regular. Aparece o Etrigan e a Liga da Justiça Internacional. As participações do Sr. Milagre e do Ajax são sensacionais. O grande vilão desse arco é um antigo personagem da Liga, o Dr. Destino, que é um personagem ligado ao sonho. A maneira que o Gaiman liga isso é muito interessante, inclusive a ligação com o Sandman da Sociedade da Justiça. Apesar de não ser o forte da Vertigo, eu gosto dos desenhos do Sam Kieth. Pena que ele ficou pouco tempo no título.

JOHN CONSTANTINE: HELLBLAZER INFERNAL VOL. 6 – CHAMAS DA PERDIÇÃO

De Garth Ennis, Steve Dillon, William Simpson e Peter Snejbjerg. Mais um volume da passagem do Garth Ennis no título do John Constantine. Aqui ele leva o John pra Nova York, e ele tá bem vulnerável, então o Papa Meia-Noite vê a oportunidade perfeita pra conseguir derrotar o John. E ele quase consegue. Os desenhos do saudoso Steve Dillon estão perfeitos. Aqui ele ainda usava mais traços do que na passagem dele por Preacher ou Justiceiro. Arrisco dizer que o Dillon era o parceiro definitivo.

A COLEÇÃO OFICIAL DE GRAPHIC NOVELS MARVEL VOL. 34 – VINGADORES: A QUEDA

De Brian Michael Bendis e David Finch. Em homenagem à estreia de WandaVision, decidi reler esse arco que mostra quando a Wanda se descontrolou de vez e causou o pior dia da história dos Vingadores. Esse é o primeiro arco do Bendis na franquia e ele já começou destruindo os Vingadores de uma maneira nunca feita anteriormente. Eles começam a ser atacados por todos os lados e por vários inimigos (e alguns amigos também) e alguns dos membros vão morrendo no decorrer do caminho. Até que aparece o Dr. Estranho e mostra que a responsável é a Feiticeira Escarlate. Os heróis não acreditam num primeiro momento, mas o Estranho vai mostrando o quanto a Wanda é instável desde o início. O final é apressado, mas esse gibi não deixa de ser histórico, pois o Bendis revolucionou o título, transformando ele em protagonista na Marvel, coisa que continua sendo desde então.

SPY X FAMILY VOL. 1

De Tatsuya Endo. Twilight é um habilidoso espião, que cumpre suas missões de uma maneira primorosa e criativa. Mas pode ser que ele tenha problemas pra cumprir a próxima: ele precisa se infiltrar numa escola de elite, e a única maneira disso ocorrer é com uma família. Ele acaba adotando uma menina e encontra uma esposa. Só que essa esposa, Yor, é uma assassina de aluguel que também precisa de um companheiro pra chamar menos atenção e conseguir fazer seu trabalho em paz. E a menina, Anya, é paranormal e consegue ler mentes. E ela é a única que sabe a verdade. Essa é a premissa maluca de Spy x Family. Esse gibi é praticamente uma sitcom, e toda a situação que isso cria é esquisita e engraçada ao mesmo tempo. Continuarei acompanhando.

SPY X FAMILY VOL. 2

Finalmente a Anya conseguiu entrar na escola Éden e os planos do Twilight estão funcionando. Pra ele conseguir se aproximar do seu alvo, a Anya precisa se destacar e ser a melhor aluna da turma, o que é uma coisa muito difícil. Nesse meio tempo a Yor vai treinar a Anya pra que ela fique mais forte. Esse volume foi bem divertido. Os poderes da Anya acabam sendo um fardo, pois ela tenta cumprir e superar as expectativas de quem ela escuta a mente e isso acaba em várias situações esquisita. E agora com o irmão da Yor entrando na história é mostrando que ele é bem importante pra trama. Agora é correr atrás do volume 3.


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